7 de fevereiro de 2012

Professor José Uchoa, faz uma bela análise Política da atual conjuntura de Rio Branco

 Vivemos um delicado momento político em Rio Branco no que se refere à próxima eleição municipal. Encontramos-nos até este instante, num impasse entre Marcos Alexandre (PT) ou Perpetua Almeida (PC do B), ou os dois.
Com ou sem dividir a FPA no primeiro turno acho que estamos num bom momento para olharmos pra dentro e começar uma auto-critica coletiva, se é que isso é possível, objetivando a nossa própria reconstrução num patamar mais elevado.
Alguns aspectos não podemos deixar de abordar ao ver a população de nossa cidade dar tanto crédito a esses caras que fazem oposição ao nosso projeto. O que nos levou a essa conjuntura todo mundo sabe. O certo é que pouca gente alí vale alguma coisa e que a oposição não tem projeto nenhum pra nossa cidade, muito menos pro estado. Objetivam apenas o poder pelo poder pra se locupletarem com o erário público como sempre fizeram...
Então volta a pergunta sobre o que nos levou a essa conjuntura: Qual o melhor caminho pra enfrentar essa situação? De uma coisa tenho certeza, todos nós temos um pouco de responsabilidade nisso!
Acho que podemos começar, discutindo duas coisas: A democracia interna dentro da frente e como a esquerda no poder trata o movimento social...
Primeiro acho que há uma excessiva centralização de poder dentro do governo e dentro do comando da FPA. Tudo é decidido para o bem ou para mal,por uma pequena cúpula dos chamados “cardeais e imponderados” neologismos próprios da nossa cultura política.
Isso distancia os demais elementos e partidos que compõem esse cenário e de certa maneira, os desobrigam de responsabilidade com a defesa do projeto em si, os levando a adotar posições voláteis na hora do enfretamento político.
A nossa tradição de democracia a muito foi trocada pelo pragmatismo do poder, nossas plenárias foram virando eventos de massa, para a base aplaudir os caciques e quem levanta discordância interna ou externamente é naturalmente expurgado, o que nos faz lembrar o velho Stálin.
Não adianta apenas distribuir tarefas, é preciso descentralizar a decisão sobre as coisas e não somente a operação delas. Outra questão que abordo é a relação do poder estatal com os movimentos, e ai quero frisar que a culpa desse estado semi-catatônico a que chegou as coisas, não e só dos operadores do governo é também do movimento, que no geral ou se prostituiu ou capitulou, ou perdeu a quilha, raríssimas são as exceções.
Esse movimento forte e combativo sempre foi fonte alimentadora de nossa luta mais geral, pra mudar a sociedade. Os chamados quadros do movimento quase todos foram servir ao governo e o pouco que ficou anda sem norte. Além disso, acrescento outro elemento, não ouve renovação positiva dos movimentos! O sonho de quem inicia nos movimentos hoje via de regra é se dar bem na vida, servindo ao governo ou se elegendo pra alguma coisa que melhore suas condição financeira individual,...é comum em Rio Branco a gente ver a direita desqualificada dar o tom nas manifestações ,isso só ocorre porque nós deixamos um vácuo ...e você sabe: Na política e no amor não tem espaço vazio, sempre vai ter alguém pra ocupar o vazio que você deixar.
José Uchoa é professor da Rede Estadual de Ensino.
 

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