9 de maio de 2012

Burocracia no BB dificulta acesso de prefeito em exercício às contas da Prefeitura de Porto Walter


 
Garantir a manutenção dos serviços no município de Porto Walter nos primeiros dias em que assumiu a Prefeitura após a prisão do titular, Neuzari Pinheiro, não tem sido tarefa fácil para o prefeito em exercício. Zezinho Gadelha só pode assumir na última sexta-feira (04), após um pedido de férias apresentado por Neuzari, e já se deparou com o pagamento do mês de abril  dos servidores em atraso, e, se não bastasse, ainda enfrenta uma enorme burocracia no Banco do Brasil para ter acesso às contas do município.

De acordo com o procurador da prefeitura, Carlos Bergson, a possibilidade do prefeito titular ser liberado a qualquer momento, nas primeiras semanas após a prisão em flagrante, já que o advogado assegura que Neuzari é inocente, fizeram com que, somente não semana passada, o prefeito enviasse o pedido de férias à Câmara Municipal. Com isso, houve demora no processamento da folha de pagamento dos servidores que passou para a responsabilidade do vice que assumiu logo após a aprovação, por parte dos vereadores, do pedido de férias de Neuzari.

Bergson afirma que, assim que assumiu, o prefeito em exercício tomou todas as providências para dá continuidade as atividades básicas do município. Inclusive, encaminhou a folha de pagamento dos servidores, que deveria ter sido efetuado no dia 30 de maio, ao Banco do Brasil para o devido processamento. No entanto, de acordo com o procurador, até a manhã desta quarta-feira (09), o Banco do Brasil ainda não havia liberado a senha para que o prefeito possa movimentar as finanças da prefeitura.
“As informações que temos das pessoas da Agência do Banco aqui em Cruzeiro do Sul é que estão esperando uma resposta de Brasília e eu acho que está tendo uma demora que está prejudicando o município. O protocolo foi feito na segunda-feira e aguardávamos uma resposta. Caso não seja feita a autorização dessa transferência até hoje, já pensamos até em buscar os meios judiciais” – declarou o procurador.

Zezinho Gadelha prefere se manter em silêncio quando se trata da prisão de Neuzari. Para ele, essa é uma questão que tem que ser resolvida pela justiça. Mas, no que diz respeito à gestão durante o período em que estiver no exercício do cargo, Gadelha se demonstra preocupado em garantir a governabilidade de forma que atenda os interesses da população. Nesse sentido, a prioridade é liberar o pagamento do salário o mais rápido possível para evitar uma possível paralisação das atividades, como já foi coagitada pelos servidores.
 “Isso tem sido muito ruim para o município que está praticamente paralisado há 17 dias. Esperamos que esse impasse seja resolvido o mais rápido para que possamos pagar os servidores e evitar mais prejuízos”- disse o prefeito em exercício que ver com estranheza essa situação, já que nas outras vezes que teve que assumir a função na ausência de Neuzari, não teve que enfrentar tanta burocracia.

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