22 de janeiro de 2013

Preisidiário que sofria de Problemas Mentais, é Assassinado dentro do Presídio de Cruzeiro do Sul

                                               Foto do site:  Voz do Norte
Por volta das 20:30 horas de segunda feira, Manoel de Jesus o vulgo Palhinha,foi assassinado dentro do presídio Manoel Nery da Silva.Palhinha, era doente mental, usuário de drogas e estava preso por cometer alguns furtos para sustentar o vício de consumir entorpecentes. 

Chamo atenção para um assunto que vem ganhando destaque negativo em Cruzeiro do Sul, que é a questão dos doentes mentais. Em qualquer lugar que se olha pelo centro da cidade, avistamos os mesmos pelas calçadas, usando drogas, ingerindo álcool e outros perambulando sem cuidados; seja de familiares ou de órgãos competentes. 

Precisamos de um hospital de Custódia urgente em nossa região. Como pode um infrator, que carrega consigo inúmeros problemas mentais; ficar preso junto de dezenas de bandidos e delinqüentes, profissionais do mundo do crime?

A Pastoral Carcerária, os Conselhos municipais; de Assistência Social e Saúde, deveriam serem mais ágeis e reivindicar melhorias nas políticas de apoio e acompanhamento direcionadas a este público.

A Secretaria de Assistência Social, seja do estado ou município, não tem uma política eficaz de acompanhamento a esses seres humanos. A maioria não tem mais apoio da família e é na rua onde se aglomeram em grupos, onde cada um tem um problema diferente ou tem uma história de sofrimento que os direcionou a determinada vida de degradação pessoal.

Nosso sistema prisional, isso a nível de País é cruel! 

Não se pode admitir que um cidadão, independente do crime praticado possa ser excluído de uma política de reintegração do mesmo no contexto social. O estado deve oferecer políticas eficazes, que vão desde o rigor no cumprimento da pena, segurança do apenado e por fim, garantir a formação do indivíduo durante o cumprimento da pena. Sendo assim uma maneira de devolver alguém que ao invés de dar prejuízos ao estado, pudesse sair recuperado e reintegrado na sociedade e pronto para o convívio familiar e entrar no mercado de trabalho. 

Fica aqui o apelo, as instituições competentes e que influenciam na melhoria desta problemática. Não podemos ficar calado diante de uma barbárie como essa, por isso nos resta protestar e cobrar ações que surtam efeitos.

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Deixe Seu Comentário