22 de outubro de 2014

Leilane Ribeiro do PP desabafa e diz que foi enganada

A candidata se diz decepcionada com Gladson Camei e Marcio Bitar

Caros amigos, venho aqui esclarecer que neste segundo turno não estou apoiando o candidato da coligação pela qual fui candidata. Sei que muitos de vocês esperavam um posicionamento diferente, mas não será possível. Durante minha campanha, vivenciei coisas que me deixaram bastante decepcionada e diferentes do que considero justo e correto.

São dias difíceis. Basta darmos alguns passos nas ruas para ouvirmos em detalhes como foram os supostos esquemas de compra de votos aqui no estado. Infelizmente, muitas pessoas trocam seus sonhos por alguns trocados para garantir o pão de cada dia. É assim que funciona a atual política. O problema é que 50, 100 ou 200 reais não duram quatro anos, e aquele que se vende perde o direito de cobrar daqueles que o compraram. Isso sem citar o combustível e a troca de favores. Ouvi muita gente dizer: não vou votar em quem nunca me deu nada! Ah, minha gente, eu tinha tanta coisa para oferecer!
A verdade é que boa parte dos políticos compram o papel de representante do povo para representar seus próprios interesses.

Quando fui convidada a sair candidata a deputada federal, o Partido Progressista no Acre me prometeu todo o apoio e estrutura necessários para que eu fosse eleita. Disseram “ter fé” em mim porque eu representava a “renovação na política” que o povo do estado queria, e por isso apostavam alto na minha candidatura.
Hoje, está claro que o partido estava mais interessado no que eu poderia oferecer do que em me eleger. O que eles não sabiam é que eu não sou uma pessoa manipulável. Imaginaram que eu ficaria com medo e que cederia à pressão. Enganaram-se e, no meio do processo eleitoral, perceberam o tamanho da minha personalidade e que eu tenho propostas reais para melhorar a vida do povo do Acre. Viram ainda que eu não tenho medo.
A partir desse momento, o “apoio” que me prometeram foi esquecido. O dinheiro para a campanha não veio, pois assim pensaram que eu iria desistir. Mas eu continuei. Depois, perceberam que eu estava me tornando conhecida, admirada e respeitada, tudo graças ao meu trabalho de formiguinha, indo de casa em casa apresentar as minhas ideias, atraindo seguidores que começaram a me acompanhar e me ajudar nessa peregrinação.

Então veio o boicote, a exclusão, o tempo cronometrado nos comícios, o boato de que eu havia falecido. Tudo buscando me anular, fazer com que eu desaparecesse do cenário político. Tinha me tornado uma ameaça para os “preferidos” da coligação, aqueles com família política e dinheiro de empresários por trás.

Enfrentei tudo calada até o último comício, quando desabafei na frente de todos. Até hoje não recebi uma ligação sequer do partido ou dos candidatos que contaram com meu apoio, mesmo após ter dedicado três meses para que meus eleitores também votassem naqueles nomes.
A verdade é que em todo partido existem pessoas boas e outras que é melhor nem comentar. Isso acontece em qualquer círculo, até mesmo nas nossas famílias, por isso, eu JULGO OS CANDIDATOS e não os partidos políticos.

Eu queria fazer a diferença, mas reconheço não ser fácil para pessoas como eu entrarem na política. Queria ser ouvida e trazer a mudança para a vida do povo, fazendo a boa política. Fiquei impressionada pela fama de "mulher corajosa" após o último comício. Ainda me surpreende que o simples ato de dizer a verdade no Brasil é considerado ato de coragem hoje em dia, pois sempre acreditei que a verdade deve fazer parte do dia a dia de cada um de nós.

Fui traída, injustiçada e excluída depois de ter enfrentado o “Leão do Juruá” naquele comício na Avenida Coronel Mâncio Lima no último dia 2. De lá para cá, a situação só piorou. Pois não importa! Digo em alto e bom som que enfrentaria de novo, pois não aceito participar de imundices na política! Vim para trabalhar pelo povo e para o povo.

A campanha acabou e continuo a mesma pessoa. Não vou andar na rua de cabeça baixa porque não fui eleita, afinal, fiz uma campanha limpa e honesta, e os votos que tive vieram de pessoas que acreditaram em um projeto de mudanças.

Sem dinheiro, não pude contar com deputados estaduais, vereadores ou prefeitos pedindo votos para mim. Consegui tudo o que consegui graças ao meu trabalho e as minhas propostas e me considero uma vencedora por isso. Resisti a tudo e saio VITORIOSA! Não me vendi, não rastejei e não deixei que humilhassem a mim nem muito menos àqueles que acreditam em uma política honesta.

Assim, finalizo informando que, após 12 anos, me desligarei do Partido Progressista. Não perdi a fé na política, mas sim nas pessoas que me usaram nesta campanha. Vou procurar um novo caminho em um partido que saiba me respeitar que me ofereça oportunidades de mostrar as minhas ideias.
Sei que alguns vão dizer que me vendi. Mentira! Nem todo mundo tem um preço. Se eu estivesse aqui por dinheiro, não teria enfrentado os poderosos, mas sim andado de mãos dadas com eles.

Aproveito para deixar bem claro que, diante de tudo que vi e vivi, nem Márcio Bittar muito menos a Antônia Sales são dignos do meu voto. Tenho críticas ao governo atual, mas tenho muito mais críticas a falta de projetos que vivenciei nos últimos três meses de campanha. Quero alguém que cuide do povo como eu desejo cuidar, e essa pessoa não é Márcio Bittar.

Assim como tenho respeitado a opinião dos amigos nas redes sociais, espero que respeitem a minha. Obrigada!

Fonte da Matéria: https://www.facebook.com/leilanex?fref=nf

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