28 de janeiro de 2016

Livro que conta história dos soldados da borracha tem autor acreano

Uma história que merecia ser contada!!

Livro deve ser lançado em fevereiro deste ano, segundo historiador. ‘Soldados da Borracha – Os Heróis Esquecidos’ tem 250 páginas.

 27.01.2016 9:33 Por Vanísia Nery
Livro conta a história dos soldados da borracha e também ilustra momentos da época  (Foto: Arquivo/SEMTA)
Livro conta a história dos soldados da borracha e também ilustra momentos da época (Foto: Arquivo/SEMTA)
‘Relatar o drama silencioso vivido por milhares de homens e mulheres, que foram enviados do Nordeste do país para a Amazônia como parte do esforço de guerra conhecido como a “Batalha da Borracha”‘. A descrição é do livro “Soldados da Borracha – Os Heróis Esquecidos”, que tem como um dos autores o historiador acreano Marcus Vinicius Neves.
De acordo com o historiador, o livro faz parte de um projeto que surgiu a partir de um documentário feito por um cearense que ouviu muitas histórias sobre os soldados da borracha.
“O primeiro documentário foi feito há uns seis anos, chamado ‘Borracha para vitória”, e o resultado foi tão bom que ele decidiu fazer um segundo de longa metragem. E aproveitando a produção desse documentário, o cearense aprovou um projeto para publicar também um livro e me chamou para ajudar junto com uma jornalista cearense”, conta Neves.
De acordo com ele, o livro conta toda a história não só de como surgiram os soldados da borracha, mas também os dramas que eles passaram ao vir para a Amazônia sem conhecer.
“Mostramos os sofrimentos e os resultados disso na vida desse povo que veio trabalhar com a borracha. Foi sobre isso que nós escrevemos. O livro está lindo, com muitas fotos”, diz.
O historiador conta que a relação com o tema teve início há três anos, quando começou a pegar os depoimentos dos personagens junto com a produção do documentário para escrever o livro, que deve ser lançado em fevereiro deste ano.
O livro tem 250 páginas e foi dividido em 11 capítulos com um formato de álbum incluindo depoimentos, fotos tanto de época como as que fizeram durante a pesquisa. Neves afirma que a história da ‘batalha da borracha’ diz respeito a uma boa parte da história de vida das famílias acreanas mais tradicionais.
“Eram trabalhadores que vieram para o Acre e aqui construíram suas famílias, ajudando a construir esse estado. É um trecho muito importante da história que foi ignorado por um tempo. Foi a oportunidade de incluir nessa história, novas informações e ter outra visão sobre isso”, diz o historiador.
Homens era recrutados para trabalharem na extração de látex na região Norte  (Foto: Arquivo/SEMTA)
Homens eram recrutados para trabalharem na extração de látex na região Norte (Foto: Arquivo/SEMTA)
Ciclo da Borracha
O Ciclo da Borracha foi o apogeu da exportação de látex na Amazônia. Dividido em duas fases, o primeiro momento vai de 1870 a 1912. O historiador Marcos Vinícus das Neves destaca que o início dessa exploração no Acre ocorreu, especificamente, a partir de 1880. “Após a decadência da economia da borracha, essa exploração continuou ainda até os anos 70 do século 20, mesmo com o seu fim em 1912”.
A segunda fase é motivada pela Segunda Guerra Mundial, quando o Japão atacou os Estados Unidos, que perderam o acesso ao cultivo de borracha no Sudoeste asiático bloqueado. “Foi quando os EUA fazem os acordos de Washington, e inicia o que a gente chama de Batalha da Borracha, que vai de 1942 a 1945, justamente o ciclo que durou três anos”, explica.
Indenização
O presidente do Congresso Nacional, Renan Calheiros (PMDB-AL), promulgouno dia 14 de maio de 2015 a proposta de emenda à Constituição (PEC) que indeniza em R$ 25 mil os chamados soldados da borracha. Portanto, seringueiros e descendentes daqueles que morreram receberam a parcela única de R$ 25 mil em 2015.
Livro relata sofrimento e as consequências geradas ao soldados da borracha, conta historiador  (Foto: Arquivo/SEMTA)
Livro relata sofrimento e as consequências geradas ao soldados da borracha, conta historiador (Foto: Arquivo/SEMTA)
Fonte: G1

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