O Derrame de Carteiras Falsas Continua no Vale do Juruá

Número de pescadores quase triplicado em municípios do Juruá pode indicar fraude, diz superintendente da pesca

Esse esquema já vem de longe, somente agora e com as quadrilhas dando na vista a falsificação e o derrame de carteiras, pela troca de votos, aos mais diversos candidatos em vários estados do Brasil, a Policia Federal começou a agir no sentido de coibir o crime de desvio de recursos públicos.

 Em um ano e meio, o governo federal fez pagamentos irregulares de mais de R$ 19 milhões através do seguro-defeso, o chamado Bolsa Pesca. Foram pagamentos, por exemplo, a funcionários públicos, a quem tinha outras fontes de renda além da pesca, e até a mortos. Resultado de uma auditoria do Tribunal de Contas da União (TCU) analisada pelo plenário do tribunal no último dia 8 de abril, o dado é relativo a parcelas do seguro-defeso pagas entre janeiro de 2012 e junho de 2013, período em que Marcelo Crivella (PRB-RJ) era ministro da Pesca.

O Esquema continua sendo investigado no Acre 

O derrame de carteiras de pescadores no Acre é notável. Eram 700 cadastrados para receberem os benefícios. O número saltou inexplicavelmente para 10 mil em muito pouco tempo. A Polícia Federal ainda investiga o “milagre”.

Em Vário Municípios do Acre, não precisa ir na beira do Rio para encontrar um segurado beneficiado pelo esquema das carteiras falsas.

São pessoas que trabalham de vendedores, Pedreiros, Mototaxi, Etc... Gente que passa de anos sem ao menos ver o Rio recebe o benefício, que é destinado apenas aos verdadeiros pescadores e que por respeitar o período de desova dos peixes, recebem do governo federal, esta bolsa de pouco mais de um salário mínimo, para garantir sua subsistência durante este período.

A Polícia Federal precisa chegar aos verdadeiros culpados por esses grave crime de corrupção, que está deixando rombo enorme da previdência Social e beneficiando dezenas de pessoas se beneficiam de propina e até de mandatos eletivos.

Veja  abaixo uma matéria do Jurua online sobre o fato, que volta a ganhar as manchetes de Jornais, a PF precisa dar uma resposta.

O superintende da Pesca no Acre, Sami Pinheiro, disse que em alguns municípios da Região do Juruá, o número de pescadores quase triplicou nos últimos anos, o que pode indicar que existe fraude na emissão de carteiras de pescadores profissionais pelas colônias. Ele citou o exemplo do número alto de pescadores em municípios como Mâncio Lima, Porto Walter e Marechal Thaumaturgo onde a pesca é praticamente de subsistência.
Nas próximas semanas será realizado um recadastramento determinado pelo Governo Federal que poderá identificar possíveis falsos pescadores. O pagamento do seguro defeso, que é equivalente a quatro salários mínimos, foi suspenso pelo Governo Federal até que uma auditoria seja realizada para manter os verdadeiros pescadores artesanais.
A superintendência realiza ainda durante esta semana um levantamento patrimonial dos itens conveniados com o governo federal, das colônias de pescadores do Vale do Juruá.
O superintendente alerta ainda que algumas Colônias exigem o pagamento da mensalidade dos pescadores como condição para o recebimento do seguro defeso, algo que merece ser denunciado.
Para Sami Pinheiro alguns municípios tem mais pescadores do que peixe.
Com informações de Genival Moura

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