21 de maio de 2016

STF autoriza quebra de sigilo bancário e fiscal de ministro Romero Jucá

Pedro Ladeira - 5.abr.16/Folhapress
Romero Jucá, ministro do Planejamento, disse que criar novo imposto não é a primeira opção do governo
Romero Jucá, ministro do Planejamento no governo Temer

O Ministério Público Federal conseguiu no STF (Supremo Tribunal Federal) a quebra do sigilo bancário e fiscal do senador Romero Jucá (PMDB-RR), ministro do Planejamento do governo de Michel Temer.

A autorização foi dada pelo ministro Marco Aurélio Mello, em inquérito que investiga Jucá e tramita no Supremo.

O peemedebista está sendo investigado, neste caso, por condutas referentes à liberação de emendas parlamentares para obras que depois teriam sido superfaturadas.

O procedimento nada tem a ver com outras investigações sobre Jucá, que está citado na Operação Lava Jato e em mais quatro inquéritos. Um deles é o da Operação Zelotes, que investiga suspeitas de manipulação de julgamentos no Carf (Conselho Administrativo de Recursos Fiscais).

O inquérito que trata de eventuais irregularidades na liberação de emendas é antigo. Ele tramita no STF desde 2004.

A assessoria do peemedebista disse, por meio de nota, que "o ministro do Planejamento, Romero Jucá, já colocou à disposição da Justiça todas as informações pertinentes ao processo".

Questionado sobre a quebra de sigilo em entrevista no início da noite, o ministro afirmou estar "muito tranquilo em relação a qualquer investigação".

"Estamos numa democracia e qualquer servidor pode ser investigado. Não há demérito em ser investigado, há demérito em ser condenado. Não tenho nenhuma relação com as questões que estão colocadas."

Jucá é um dos homens fortes do governo de Temer e político de confiança do presidente interino.
No meio do processo de impeachment, Temer se afastou da presidência do PMDB e foi substituído pelo senador.