Temer contrata: quer uma mulher na Cultura

247 – O presidente interino Michel Temer abriu uma vaga em Brasília, mas faz uma exigência. A ocupante deve ser do sexo feminino.

A vaga é a de secretária nacional da Cultura, o que significa que a área, antes fundida com a Educação e transferida para o comando de Mendonça Filho, recebido sob vaias pelos servidores, voltará a ser independente.

O recuo indica um dos traços mais marcantes de Temer: sua fragilidade diante das pressões da mídia e da chamada "opinião pública".
Temer já havia desistido de enxugar ministérios, mas recuou quando vozes da mídia gritaram que ele deveria dar o exemplo.

Agora, diante da constatação de que as economias com tais fusões são irrisórias, ele decide voltar atrás. 

Com isso, tentará também calar a crítica que mais o incomodou até agora: a de que montou um machistério misógino, e não um ministério.

A exigência de que o cargo seja ocupado por uma mulher foi anunciada pelo ministro Eliseu Padilha à repórter Andrea Sadi, da Globonews.
Alguém se habilita a ser o "bendido fruto" nesse ambiente até agora 100% masculino?

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