9 de junho de 2016

Eduardo Cunha passou o dia com medo de ser preso


Quinta-feira do deputado afastado foi de mobilização de advogados
Cunha sente-se "o alvo mais vulnerável" do PMDB
Em participação na Rádio BandNews, a colunista Mônica Bergamo afirmou que o presidente afastado da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), passou um dia de tensão com a expectativa de ser preso.

Segundo Bergamo, Cunha passou a manhã mobilizando advogados e trocando telefones, com muito medo de ser preso ainda nesta quinta-feira. 

De acordo com a colunista, dos integrantes da cúpula do PMDB que tem pedido de prisão tramitando na corte, Cunha sente-se como o alvo mais vulnerável. O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), e o ex-ministro Romero Jucá (PMDB-RR) têm proteção do Senado. “Eles só vão presos se os senadores endossarem o pedido do Supremo, isso dificilmente ocorreria”, aponta a jornalista. 

Seria improvável também que o ex-presidente José Sarney, de 86 anos, fosse submetido à prisão domiciliar, com uso de tornozeleira eletrônica, antes de pelo menos ser julgado. 

Outro ponto que pesa é o fato de que o processo de Jucá, Renan e Sarney está em andamento lento, enquanto que o processo de Cunha apresenta uma investigação bem mais avançada e com indícios muito fortes. Cunha não teria, ainda, a blindagem da Câmara, por estar afastado. 

A suspensão do processo de cassação no Conselho de Ética também o deixou alerta. Para Bergamo, adversários de Cunha podem ter feito isso justamente para, quando o deputado afastado estiver preso, ser mais fácil de cassá-lo. 

Bergamo: "Cunha não tem a mesma blindagem" dos demais caciques do PMDB