7 de julho de 2016

Michel Temer Escala Paulinho da Força, Para Comandar o Salvamento de Cunha

Leia Mais:http://politica.estadao.com.br/noticias/geral,solidariedade-troca-membro-na-ccj-em-manobra-para-ajudar-cunha,10000057143
Assine o Estadão All Digital + Impresso todos os dias
Siga @Estadao no Twitter
Leia Mais:http://politica.estadao.com.br/noticias/geral,solidariedade-troca-membro-na-ccj-em-manobra-para-ajudar-cunha,10000057143
Assine o Estadão All Digital + Impresso todos os dias
Siga @Estadao no Twitter


Depois de um encontro no final de semana com Cunha, Michel Temer voltou a nomear articuladores para que caiam em campo na tentativa de salvar o mandato do Presidente afastado.

Um pedido feito por Cunha, foi que Temer escalasse Paulinho da Força do SD, segundo informações, o presidente do Solidadriedade, ganhou a Superintendência do INCRA de SP, como moeda de troca, para que assumisse o comando da operação de salva Cunha.

Em nome do pai Paulinho da Força, presidente do Solidariedade, emplacou o próprio filho, Alexandre, na chefia do Incra em SP. Ele foi deputado estadual e já atuou “informalmente” na Secretaria de Emprego de Alckmin por meio de uma fundação. Colunistas afirmam que o gesto feito por Michel Temer, faz parte do Plano de salvamento de Eduardo Cunha. 

Leia Mais:http://politica.estadao.com.br/noticias/geral,solidariedade-troca-membro-na-ccj-em-manobra-para-ajudar-cunha,10000057143
Assine o Estadão All Digital + Impresso todos os dias
Siga @Estadao no Twitter
Dando início as manobras, SD retirou o deputado Major Olímpio (SP), contrário ao parecer de Lira e favorável à cassação do presidente afastado da Câmara, e substituiu-o pelo deputado Lucas Vergílio (GO), que votará a favor de Cunha. 
Visivelmente contrariado, Major Olímpio anunciou a saída e afirmou que a decisão de tirá-lo da comissão foi tomada pela direção da legenda, presidida pelo deputado Paulo Pereira da Silva (SP), o Paulinho da Força, integrante da 'tropa de choque' do presidente afastado da Casa.
A mudança causou reação de alguns parlamentares. "Vossa Excelência precisa da nossa ajuda ou da nossa proteção?", questionou o deputado Esperidião Amin (PP-SC), que já declarou ser favorável à cassação de Cunha. A mudança feita nesta terça-feira pelo SD foi a segunda alteração promovida por siglas aliadas do presidente afastado desde que o parecer de Lira, ligado a ele, foi divulgado na CCJ.


Interlocutores do Palácio do Planalto tentam um acordo para viabilizar a eleição do deputado Rogério Rosso (PSD-DF) à presidência da Câmara, como sucessor do presidente afastado Eduardo Cunha (PMDB-RJ). Um dos pontos da conversa do presidente interino Michel Temer com Cunha, na noite de domingo, foi exatamente a sucessão na Casa. 

O presidente afastado quer ajuda do governo para eleger um aliado seu para o cargo de presidente como última tentativa de tentar manter o mandato.

Em troca, renunciaria ao posto de presidente, permitindo que seja solucionado o desgoverno na Câmara, provisoriamente comandada por Waldir Maranhão (PP-MA).

A renúncia é ótima para o governo. Não dá para a Câmara ficar parada deste jeito, com um presidente interino que deixa uma semana toda sem votar nada. Há algum tempo teria sido mais fácil viabilizar este tipo de acordo. Mas deixa ele (Cunha) tentar, vamos ver no que dá afirmou um auxiliar do Planalto.


AJUDA CONTRA PERSEGUIÇÃO

Na conversa com Temer, segundo relatos, Cunha insinuou querer ajuda para viabilizar esta saída. Demonstrou não ter condições de articular isto por conta própria e necessitar do apoio do governo. O pedido de Cunha foi de apoio a um deputado que não lhe perseguiria após a renúncia à presidência.

Não dá para querer que ele renuncie sem o compromisso de que o sucessor não lhe seja hostil defendeu o assessor do Planalto.

O único nome visto por enquanto no Planalto que poderia atender a Cunha, ao governo e ser aceito pela velha oposição PSDB, DEM, PPS e PSB , sem levar a um racha da base de Temer seria o do deputado Rogério Rosso. 

Mas alguns dos líderes consultados por emissários do Planalto já demonstraram resistência a esta solução, pois acreditam que isto poderá fortalecer o centrão que apoiava Dilma e agora está com Temer — na eleição para o próximo biênio na Câmara, em 2017.