O Avanço da Direita e a Urgente necessidade de Repactuação da Esquerda




Podemos afirmar que, os anos de conciliação com os ricos e poderosos, de alianças espúrias com os partidos de Sarney, Maluf, Feliciano e Collor, o estelionato eleitoral, enfim, a estratégia de governar para e com a burguesia cobrou seu preço.

Porém, desgraçadamente, quem está capitalizando majoritariamente a crise do PT é a direita tradicional. As traições do petismo deram base à ofensiva reacionária que assistimos nesse momento.
Nas capitais, o PSDB liquidou a fatura já no primeiro turno em São Paulo e Teresina e obteve a primeira colocação em Porto Alegre, Belo Horizonte, Belém, Maceió, Manaus e Porto Velho.

O PMDB, DEM, PRB, PSD, PMN e PPS, por sua vez, ficaram em 1º lugar no Rio de Janeiro, Salvador, Curitiba, Goiânia, Cuiabá, Florianópolis, Boa Vista, João Pessoa, Campo Grande e Vitória.
Já o PSB, PDT e a Rede venceram em Fortaleza, Recife, Natal, Macapá, Palmas e São Luiz.
Ou seja, das 25 capitais, os partidos da direita e centro-direita conquistaram a primeira posição em 23. Das 18 capitais onde ocorrerá segundo turno, somente em duas o PT e o PC do B está na disputa. O PSOL disputa no Rio de Janeiro e em Belem.

O PT venceu apenas em Rio Branco, no Acre, e vai ao segundo turno em Recife. O PCdoB conseguiu a dianteira só em Aracaju.

Nesse sentido, é decisivo o debate em relação à superação do petismo do ponto de vista programático e estratégico. Sem aprender as lições dessa trágica experiência de conciliação de classes, estaremos fadados a repetir os erros do passado. Por isso, tem enorme importância, por um lado, fortalecer ativamente as alternativas da esquerda socialista e, por outro, evitar que a esperança que começa a surgir trilhe o descaminhos do PT.

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