Estudantes do Juruá, Continuam Pagando o Transporte mais caro do Brasil

Em Oito anos de Gestão Vagner Sales sequer sentou para encontrar uma solução para o Problema!


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A reivindicação dos acadêmicos da Universidade Federal do Acre, do Campus Floresta e do IFAC – Instituto Federal de Educação do Acre em Cruzeiro do Sul é antiga. Os estudantes já fizeram diversas audiências públicas na Câmara de Vereadores, manifestações na Prefeitura, chegaram até a fazer bloqueio na Rodovia que dar acesso as Instituições e nada saiu das promessas. 
Segundo Jacson Queiroz, dirigente da UNE, o problema caiu no esquecimento da prefeitura e da Câmara Municipal de Vereadores, que foi quem mais provocamos para que faça a mediação do problema junto ao Prefeito Vagner Sales. Para o mesmo, é revoltante ver que em anos de Gestão o prefeito não priorizou em dar uma solução para esse problema.
Hoje tanto no Campus do IFAC, quanto na UFAC, grande parte das desistências de centenas de Acadêmicos se der pela falta de condições de garantir a ida para a sala de aula, pois nem todos ter R$ 2,00 para ir e mais R$ 2,00 para voltar do Campus Universitário todo dia. Creio que em nenhuma outra cidade do País, um estudante tenha um passe estudantil tão caro como em Cruzeiro do Sul para estudar, indagou indignado o acadêmico, que acusa a Prefeitura de má vontade em resolver o problema.
Por que mesmo não regulamentaram as linhas de ônibus para esta região da cidade? indaga Sílvia Araújo, uma das estudantes, que sofre mais ainda, pois vem de Mâncio Lima todos os dias e se solidariza com os demais colegas.
O Estudante Gregory Lima, diz que se sente doente ao ver colegas desistirem dos seus sonhos, porque o pai não tem condições de garantir o pagamento daquilo que seria direito básico do estudante, que é ir e voltar da universidade.
Sinto-me envergonhado de ter um gestor tão descompromissado, com aqueles que serão os profissionais que cuidarão do futuro desta cidade, finaliza o mesmo, prometendo uma reorganização dos estudantes, para que iniciemos um grande movimento, tanto pelas pautas locais, como pela indignação com a PEC 55, que atenta contra o futuro da educação e consequentemente da sociedade.
Estamos passando em casa sala de aula, dialogando com os estudantes e falando da importãncia de abraçarmos o movimento nacional de resistência contra a PEC, afirma o estudante Cláudio Junior. 
Queremos construir um sentimento na academia, juntar os estudantes, seja da UFAC, IFAC e de toda população, que será chamada a nos ajudar, pois são muitos os pais que sofrem junto com seus filhos quando os retrocessos nos atacam, afirma o mesmo.
Para José Carlos de Moura, o único empresário que atua com transpor
te coletivo em Cruzeiro do Sul, senhor Diniz, já vem fazendo o transporte do jeito que é possível e não dar para colocarmos o problema no colo do mesm. Em partes agradecemos ao empresário, pois mesmo sem uma linha regular, coloca seus ônibus nos três turnos, para atender a comunidade acadêmica, finaliza Carlos Lopes.

Uma das líderes do movimento, Terezinha Fernandes, questiona a postura do Ministério Público. Queremos perguntar, onde está o Ministério Público da cidade? no mês de maio levamos o problema para o Mp, que fez a prefeitura assinar um TAC - Termo de Ajuste de Conduta onde os representantes do município se comprometeram, a deixar as linhas regulamentadas até o final do ano, mas pelo visto isso não acontecerá, pois já chegamos no final da gestão e nada de sinalização positiva. 
Para a estudante, é impossível aceitar que, um jovem pobre de uma cidade do interior do Brasil, pague o passe mais caro de todo País. Para ela faltou compromisso da Cãmara municipal e claro da gestão que se finda, finaliza Terezinha, que assim como os demias líderes dessa guerra, prometem uma ação mais radical ainda este ano, para chamar atenção das instituições.

Por: Francisco Panthio

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