Máfia da merenda tucana tinha contrato para distribuição da propina

SP 247 - Em depoimento ao Tribunal de Justiça de São Paulo, Cássio Chebabi, ex-presidente da Coaf, a cooperativa investigada na máfia da merenda, voltou a afirmar dois deputados tucanos, Fernando Capez e Duarte Nogueira, foram beneficiados com a propina, além de servidores públicos. Agora, o dirigente revelou a existência de três contratos para pagamento de propinas. As informações são de reportagem da CBN.
Chebabi disse que a propina girou em torno de 10% do contrato com a Secretaria de Educação de Alckmin, o equivalente a R$ 1,3 milhão. O ex-presidente da cooperativa revelou quem para fornecer sucos de laranja para a Secretaria Estadual de Educação de São Paulo, a Coaf fechou três contratos para pagamento de propina, dois deles com o escritório de advocacia Paciello.

"A partir dos contratos de gaveta com o escritório Paciello, a campanha de Capez de 2014 teria sido beneficiada. Outra metade da propina teria sido paga a Marcel Julio, lobista no esquema de corrupção. Vanessa Paciello Laurino, apontada como cunhada de Marcel Julio, aparece como sócia do escritório de advocacia.

Na Receita Federal a empresa está registrada no Itaim Bibi, na Zona Oeste da capital paulista. Nesta terça-feira a reportagem foi até o local, um prédio residencial. O porteiro disse não conhecer o escritório nem o nome Vanessa Paciello.

No depoimento ao Tribunal de Justiça, Chebabi disse ainda que boa parte da Secretaria de Educação de São Paulo tinha envolvimento na máfia; que a Coaf ‘tinha que pagar muita gente lá’.

Nesta terça-feira, o presidente da Assembleia Legislativa, Fernando Capez, disse que a afirmação de que ele teve tratativa de dinheiro com integrantes da Coaf é absurda. O deputado falou ainda que não conhece o escritório de advocacia Paciello. O deputado Duarte Nogueira e a advogada Vanessa Paciello não foram localizados pela reportagem."

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