Em Cruzeiro do Sul, Estudantes fazem ato contra PEC 55



Manifestação ocorreu na manhã desta sexta (2) em Cruzeiro do Sul. 
40 participaram do ato, segundo a organização.

Anny Barbosa
Do G1 Cruzeiro do Sul e Região
Estudantes do ensino médio do município de Mâncio Lima e de Cruzeiro do Sul, universitários do Campus Floresta da Universidade Federal do Acre (Ufac) e algumas pessoas da população realizaram uma manifestação, nesta sexta-feira (2), contra a PEC 55. A manifestação foi realizada no Centro da cidade, na Rua Boulevard Thaumaturgo. Segundo a Polícia Militar, 30 pessoas estavam no ato. Já a organização, afirmou que 40 participaram.
A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 55 estabelece um limite para os gastos públicos, entre eles, cortes na educação e saúde.

O ato também foi contra o aumento dos salários dos vereadores de Cruzeiro do Sul, aprovado pela Câmara no último dia 30.
Um dos líderes do movimento, o acadêmico de pedagogia Aldevir Souza da Silva, de 24 anos, diz que o movimento estudantil foi iniciado na última quinta-feira (1º) contra a aprovação da PEC 55 e contra problemas que a Ufac enfrenta.
"A universidade vem enfrentando problemas relacionados a bolsas, transporte público, tem alunos com necessidades especiais que são tratados de forma desrespeitosa por falta de intérprete e estrutura na Ufac", reclama.
Souza acrescentou ainda que o movimento não é contra a PEC 55 em si, mas em relação aos setores onde vão haver os cortes previstos. "Entendemos que o Brasil precisa cortar gastos, mas da educação e saúde não dá. Eles estão aumentando o salário de deputados, senadores governadores e cortando onde não devia. Porque que a população não vota para que esses gastos não sejam diminuídos dos salários deles?", questiona. 
Outra acadêmica que fez questão de participar do ato foi Sivia Araújo, de 31 anos, que cursa letras/português na Ufac. Segundo ela, a aprovação da PEC é um retrocesso. "Contra a educação, saúde e outras áreas. Por isso que a gente esta aqui com essas faixas de luto. É uma vergonha passar 20 anos sem ter aumento. Como é que vai ter uma educação de qualidade assim?, diz
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