Sem dinheiro para recuperar a BR, restou ao DNIT agir como ‘assessoria de imprensa’

Fim de maio, início de junho. As chuvas tornam-se menos intensas e prenuncia-se o ‘verão’ amazônico. Uma ótima data para se trabalhar na BR 364. E o que vemos? A ausência do DNIT na rodovia é compensada com a sua presença nas redações dos jornais.

Sem recursos para trabalhar, parece que foi o que restou ao órgão federal nominalmente responsável pela manutenção da trafegabilidade da estrada, foi agir como uma espécie de assessoria de imprensa do Governo Temer e de Gladson Cameli.  Apesar o ufanismo do senador com a criação do DNIT no estado, os últimos três anos coincidem com o período de maior abandono da BR.

Gladson vendeu a ideia de que a criação do DNIT no Acre seria uma panaceia para os problemas da estrada. É exatamente o contrário que acontece.
16/11/2017: O convescote ufanista do governo Temer e aliados que prometeu o inicio dos trabalhos que até hoje, não ocorreram.
Vale recordar a fala do diretor executivo do DNIT Ralpher Luiggi, por ocasião da assinatura da ordem de serviço: “as obras da BR-364 serão não só serão recuperadas até 2018, como também feita a manutenção pelas empresas pelo prazo de dois anos. O fato de ter superintendência significa que os processos administrativos de contratação, a efetividade da fiscalização, os pagamentos, vão ocorrer de forma mais rápida e eficiente”.

Ninguém duvida que o verdadeiro problema que impede o início das obras seja de fato, a falta de recursos. O problema é que essa realidade contrasta com o tom festivo que foi dado pelo senador, tanto à criação do DNIT-AC quanto aos ‘227 milhões’ que nunca apareceram.

Mais, uma vez, vamos recorrer às falas daquele fatídico 16 de novembro, quando o Ministro dos Transportes, Maurício Quintela, assegurou os recursos para a BR: “Nós temos a garantia do presidente da república de que não faltará recurso para essa obra. É o compromisso do governo federal, e nós vamos cumprir”.

Na mesma ocasião, o senador Gladson Cameli disse: “os trabalhos começam imediatamente após a ordem de serviço”. Foi especificado que a obra incluiria: emprego de um novo revestimento asfáltico, melhorias na intervenção em pontos críticos, correções de irregularidades, como a redução do desnível dos acostamentos em relação à pista, manutenção e melhorias do pavimento em interseções e acessos, além da manutenção plena da rodovia durante a vigência do contrato. Disso tudo o que foi visto até hoje: jogar pedra nos buracos.

O número ‘2 bilhões de reais’, até hoje não foi confirmado, apesar de ser massificado como ‘um dinheiro absurdo, para se fazer uma estrada sem qualidade’, mas o próprio DNIT já fala em 1,3 bilhões para reconstruir a rodovia. Basta descontar as pontes que foram feitas que mesmo a cifra suposta de 2 bilhões já se torna mais barata que os 1,3 bilhões para reconstrução.

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