Nada nos destruirá, nem a mim nem aos nosso ministros, diz Temer


Temer é alvo de investigações e deve ser denunciado pela Procuradoria-Geral da República nos próximos dias. Ele disse que o governo está pondo o país nos trilhos e que não há 'plano B'.


O presidente Michel Temer disse nesta segunda-feira (26) que "não há plano B" e que "nada nos destruirá, nem a mim nem a nossos ministros". O presidente afirmou ainda que o governo dele está colocando o país "nos trilhos". 

Ele deu a declaração ao final de um discurso em evento no Palácio do Planalto para sancionar a lei que permite aos comerciantes cobrarem preços diferentes para um mesmo produto, dependendo da forma como o cliente paga. 

"Não me canso de falar. O Brasil está nos trilhos, no caminho da responsabilidade e na rota da recuperação [...] Não há plano B. Há que seguir adiante. Nada nos destruirá, nem a mim, nem aos nossos ministros", afirmou Temer. 

O presidente é alvo de investigações autorizadas pelo Supremo Tribunal Federal após as delações de executivos da JBS. Nos próximos dias, o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, deve apresentar uma denúncia contra Temer. 

Segundo o Ministério Público, o ex-assessor de Temer, Rodrigo Rocha Loures, recebeu dinheiro de propina da JBS em troca de o governo favorecer a empresa no Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), órgão federal que arbitra disputas entre companhias concorrentes. Loures foi filmado, em março, com uma mala contendo R$ 500 mil. 

Também pesam contra o presidente, que foi gravado em uma conversa por Joesley Batista, dono da JBS, outras suspeitas, como a de ter dado aval a pagamento de propina da empresa para comprar o silêncio o ex-deputado Eduardo Cunha. 

Desde que vieram à tona as delações da JBS, em maio, o governo Temer tem tido que lidar diariamente com a crise política. O foco de Temer é garantir apoio para que a denúncia da PGR não seja aceita pela Câmara dos Deputados, responsável por autorizar o andamento do processo. Com isso, propostas consideradas até então prioritárias pelo governo, como a da Previdência, ficaram paradas no Congresso.

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