Quadrilha desviou cerca de R$ 9 milhões da saúde indígena, afirma delegado da PF

Entre os acusados alguns são dirigentes do PMDB acreano

Os desvios de recursos da Saúde Indígena do Acre podem chegar a R$ 9 milhões, apesar da Polícia Federal (PF), responsável pela operação, não ter fechado os cálculos dos desvios. Apenas de recursos que deveriam ser usados para a manutenção de frota foram desviados mais de R$ 1 milhão, segundo o delegado da PF, Jacob Guilherme de Melo, durante entrevista coletiva concedida à imprensa na manhã desta quinta-feira (20).
O delegado afirmou, ainda, que as investigações que resultaram na Operação Ibaçai durou praticamente um ano e resultou na condução coercitiva de 15 pessoas, entre empresários e servidores da própria saúde indígena. Ele afirmou também que durante as investigações os suspeitos chegaram a intimidar testemunhas, tentaram destruir provas e queimar arquivos.
“Por enquanto não houve prisões, somente as conduções coercitivas e a tomada de outras medidas como afastamento desses funcionários de suas funções”, diz.
Segundo os responsáveis pela operação, entre as irregularidades estava o superfaturamento em aeronaves para voos que seriam destinados a pacientes indigenas. Segundo Jacob Melo, uma das empresas arroladas no processo sequer possuia aeronaves.
“Eles nem sequer tinham aeronaves, sublocando quando necessário, sendo que pelo contrato vigente eles não poderiam proceder dessa forma”, diz.
Além de superfaturamento com transporte áereo, tambem há indícios de superfaturamento no fornecimento de alimentos e serviços de lavagem de roupas.
De acordo com o superintendente da PF no Acre, Chang Fan, mais de 80 policiais e 6 auditores da Controladoria Geral da União fizeram parte da operação que teve por objetivo desarticular um suposto grupo criminoso atuando dentro do Distrito Sanitário Especial Indígena Alto Rio Purus (DSEI/ARPU).

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