9 de agosto de 2017

Legalização da maconha, debate que não pode ser raso

Luis Carlos Moreira Jorge

A defesa que o líder do governo, deputado Daniel Zen (PT), fez ontem na tribuna da ALEAC da legalização da maconha, que passaria ao controle estatal, não pode ser debatido sob qualquer prisma religioso ou por viés radical e raso. 

Há casos de Estados americanos, onde a maconha foi liberada, que dobrou a tributação estadual. Com o controle da venda pelo poder público, acha Zen (foto) que estaria se dando uma colaboração para o combate à violência, porque atingiria o traficante e o que é hoje um problema de segurança passaria a ser de saúde pública. 

E joga na mesa o argumento que, com as fronteiras abertas, que é um problema que não foi enfrentado por nenhum dos presidentes, as drogas e as armas continuarão entrando no Acre e as forças de segurança, por mais que atuem, estarão sempre como se diz no popular: enxugando gelo. 

É um debate que pode ser visto por muitos prismas pelos que são contra. Enfim, é uma discussão que deve ser tratada sem radicalismo e sem o pudor hipócrita. Quem for a favor use os seus argumentos e os contrários da mesma forma. Assim é a democracia.

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