5 de setembro de 2017

PGR denuncia políticos do PP por organização criminosa na Petrobras

Procurador-geral da República faz primeira acusação no âmbito do inquérito do “quadrilhão” formado por parlamentares

O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, ofereceu nesta sexta-feira (1) uma denúncia ao Supremo Tribunal Federal (STF) contra políticos do Partido Progressista (PP) por formação de uma organização criminosa para atuar no esquema de corrupção na Petrobras. O PP é hoje a quarta maior bancada da Câmara dos Deputados. A informação é do blog do jornalista Fausto Macedo.
Esta é a primeira denúncia oferecida pela Procuradoria-Geral da República (PGR) contra políticos no ramo de investigação conhecido como “quadrilhão” – que apurou a organização entre políticos e operadores para atuar na petrolífera.
A denúncia contra políticos do PP será mantida em sigilo no STF pois foram usadas informações da delação do ex-deputado Pedro Corrêa (PP-PE), que ainda está protegida por segredo de justiça.

O inquérito relativo ao PP tem 30 alvos – entre eles o ex-ministro Aguinaldo Ribeiro e o presidente da legenda, senador Ciro Nogueira (PI). No oferecimento de denúncia, há casos que foram arquivados, quando no entendimento dos procuradores, não praticaram crimes. O Estado apurou, no entanto, que o presidente da sigla é um dos denunciados.
A investigação foi aberta na primeira leva de inquéritos pedidos por Janot ao STF na Lava Jato, em março de 2015. No meio do caminho, contudo, a própria PGR pediu para fatiar a investigação em quatro ramos: PP, PMDB do Senado, PMDB da Câmara e PT.
Informações prestadas pelos primeiros delatores – Alberto Youssef e Paulo Roberto Costa – deram origem à investigação, que foi enriquecida com as novas colaborações premiadas firmadas de lá pra cá, como a da Odebrecht.
Quando pediu o fatiamento da investigação, Janot citou que o inquérito apontava para “um desenho de um grupo criminoso organizado único, amplo e complexo” com atores que “se interligam”.
Procurada, a assessoria do senador Ciro Nogueira não se manifestou até a publicação desta reportagem.

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