1 de setembro de 2017

Temer quer vender a Eletrobras pelo valor de uma única usina

Sem compromisso com o desenvolvimento nacional


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Segundo o sindicalista, uma única usina, a de Jirau, em Rondônia, custou R$ 19 bilhões de reais. “O governo quer vender o sistema Eletrobras com estrutura de geração, transmissão e distribuição pelo valor de uma Jirau que é uma usina nova que gera 3 mil e 700 megawats”, questionou Nailor.

Ele informou que o patrimônio da Eletrobras é constituído por 47 hidrelétricas, 114 termelétricas, 69 usinas eólicas e duas usinas nucleares. Possui 70 mil km de linhas de transmissão e detêm 10% do mercado de distribuição. “Só as hidrelétricas tem potencial instalado de 41 mil megawts. Querem entregar todo esse patrimônio por 8% do valor do sistema Eletrobras”, denunciou. Durante a audiência, os participantes afirmaram que os ativos da estatal como hidrelétricas e linhas de transmissão giram em torno de R$ 300 bilhões.

Segundo Nailor, a privatização significa que o governo de Michel Temer vai “entregar” o controle do sistema elétrico brasileiro ao sistema privado. “A Eletrobras tem duas das maiores hidrelétricas do Brasil, Itaipu e Tucuruí e disseram que não vão privatizar Itaipu mas isso é porque o contrato de Itaipu acaba em 2023 mas depois vão privatizá-la”. 

Crime contra patrimônio da população

“O maior crime é dizer que o sistema Eletrobras é ineficiente. Isso é um crime contra os trabalhadores e contra um patrimônio do povo brasileiro. É mentira deslavada”, discursou Nailor. 
Em entrevista ao Portal Vermelho às vésperas da audiência, o sindicalista afirmou que a Eletrobras oferece a energia mais barata do país, que equivale a R$ 60 reais por megawatt contrato assinado até 2042. “Especula-se com a privatização que esse valor aumente para R$ 200 reais o megawatt, mais de três vezes o valor atual”.

Nailor (de camisa branca) 
“É uma pilhagem contra o povo brasileiro. Estamos falando de especuladores porque aqui ninguém está preocupado com soberania e segurança energética. São especuladores e o que está ocorrendo não é venda do patrimônio é transferência para o capital e o sistema financeiro”. 
Eletrobras de graça para sistema financeiro

A Eletrobras é responsável por 30% da geração de energia no país, 50% da transmissão e parte da distribuição, explicou Nailor. “Nesse pacote da privatização estão também as estatais como a Cemig e a Copel, entre outras. É privatização total. Isso vai destruir com a soberania por completo. O nosso pais vai ficar na mão do capital financeiro. Essa é a proposta que está colocada”, reafirmou Nailor.

O dirigente dos Urbanitários também denunciou o vazamento de informações privilegiada aos bancos. “O anúncio da privatização valorizou as ações da estatal. Na segunda (21) os papeis da Eletrobras estavam lá em cima. Bradesco, Safra compraram as ações da Eletrobras uma semana antes. Os Banqueiros vão ganhar de graça a empresa mas já ganharam dinheiro com as ações”.

Explosão da tarifa de energia em 50%

O preço da tarifa de energia elétrica vai explodir no próximo período com a privatização, afirmou Nailor. Segundo ele, o aumento deverá atingir 50% de aumento, bem acima do que foi estimado pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), que projetou 17% de aumento. “E não será o aumento de um ano mas pelo período que a empresa que ganhar a concessão vai atuar que é de 30 anos. O povo brasileiro será o mais penalizado”, completou.

O dirigente comparou o preço/hora do megawatt entre uma empresa privada e uma estatal. “O preço da tarifa residencial na Celpa, privatizada em 98, no Pará, chega ao valor em média de R$ 740 reais por megawatt hora. O preço da tarifa em Rondônia em uma empresa estatal o valor é R$ 529 reais por megawatts hora”.

“A única alternativa que temos é a luta do povo. A saída é a soberania popular sobre a questão energética e todo o patrimônio. Transformar em benefício do povo brasileiro. É a luta que nós vamos fazer. É a resistência que vamos fazer para barrar essa agenda conservadora e a entrega do patrimônio público à iniciativa privada”, finalizou Nailor.

Confira a agenda do Coletivo Nacional dos Eletricitários


Agenda

SETEMBRO

Dia 01.09
CHESF
. Ato e visita da Frente Parlamentar em Defesa da CHESF

Dia 04.09
CHESF
. Audiência Pública em Defesa da CHESF
ALEP
Local: Recife
Resp.: FRUNE

Dia 05.09
. Audiência Pública em Defesa das Empresas Públicas e Contra a Privatização
Local: Câmara Legislativa do DF
Resp.: FURCEN

Dia 12.09
Lançamento da Rede Parlamentar em defesa do setor elétrico
. Câmara dos Deputados
Local: Auditório Nereu Ramos - 09h00
- Convocatória do CNE

Dia 13.09
INTER Distribuidoras
. Entrega do Projeto de Lei, a Mesa Diretora da Câmara para retirada das Distribuidoras do PND
Local: Câmara dos Deputados
Resp.: INT Dist

Dia 13.09
Audiência Pública contra o desmonte do Estado Brasileiro
Local: Câmara dos Deputados - 13h00

Dia 14.09
CHESF
. Audiência Pública na Câmara dos Vereadores
Local.: Petrolina
Resp.: FRUNE

Dia 14.09
ELETRONORTE
. Audiência Pública na ALEPA
Local: Belém
Resp.: Bianor/Costa

Dia 14.09
. Dia Nacional de Luta - Convocada pela CUT

Dia 15.09
ELETRONORTE
. Ato político em defesa da ELETRONORTE
Local: Belém
Resp.: Bianor/Costa
- Convocatória do CNE

Dia 21.09
ELETROBRAS
. Seminário no Clube de Engenharia
Local: Rio de Janeiro
Resp.: Base Rio

Dia 22.09
CESP
. Manifestação contra o leilão da Hidrelétrica Porto Primavera
Local: Porto Primavera
Resp.: FTIUESP

Dia 26.09
. Audiência Pública em defesa do Setor Elétrico
Local: Câmara dos Deputados
- Convocatória CNE

OUTUBRO

Dia 03.10
ELETROBRAS
. Ato político, grande manifestação, em defesa da ELETROBRAS
Local: Rio de Janeiro
Resp.: CNE/Base Rio - Plataforma/FBP
- Convocatória do CNE

Dia 04.10
CHESF
Manifestação em defesa da CHESF
Local: Petrolina
Resp.: FRUNE

Dia 04.10
ELETROSUL
. Audiência Pública na ALESC
Local: Florianópolis
Resp.: INTERSUL
 







Do Portal Vermelho

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