23 de outubro de 2017

Com a presença de Renato Rabelo, PCdoB do Acre realiza Conferência Estadual na capital

O Partido Comunista do Brasil (PCdoB) realizou neste domingo (22) sua 15ª conferência estadual. O evento foi sediado no auditório da Secretaria de Estado de Educação, em Rio Branco, e contou com a ilustre participação do presidente nacional da fundação Maurício Grabois e presidente de honra da legenda, Renato Rabelo.
Com o auditório da secretaria de Educação do Estado lotado com representantes dos vinte e dois municípios do Acre, coube ao ex-presidente da ALEAC, Edvaldo Magalhães, dá as boas vindas aos convidados.
Além da ilustre presença do líder comunista Renato Rabelo e da ex-deputada Perpétua Almeida, o evento foi prestigiado pelo governador Sebastião Viana (PT), o presidente estadual do PDT Luiz Tchê, os dois prefeitos do partido: Élson Farias (Jordão) e Romualdo Souza (Bujari), o deputado Daniel Zen (presidente estadual do PT), os representantes dos partidos PSB e PSOL também estiveram presentes no ato comunista. A bancada do PCdoB na Câmara Federal e na ALEAC foi representada por Moisés Diniz e Jenilson Leite, respectivamente.
Os presidentes eleitos nas conferências municipais nos vinte e dois municípios foram apresentados aos camaradas no evento. Destaque para o vereador João Luciano, de Marechal Thaumaturgo, que viajou três dias de barco até Cruzeiro do Sul, depois seguiu de ônibus até a capital do Estado, Rio Branco.
A professora Rita Batista, 70 anos, foi à homenageada do congresso da legenda. Há trinta anos ela assinou ata de fundação do PCdoB. Segundo a homenageada, “as conferências do partido são momentos históricos, pois é a partir destes atos que se discutem a política que o partido irá desenvolver no intervalo e uma análise mais profundas das ações que foram pactuadas na edição anterior”.
Para Edvaldo Magalhães, o partido se reinventou após as eleições de 2014, trazendo para o quadro da legenda novas lideranças, cuja batalha do novo pleito será ampliar o número de deputados na Assembleia Legislativa do Acre e eleger novamente Perpétua Almeida para à Câmara Federal.
Já o deputado estadual Jenilson Leite, único membro do PCdoB no parlamento acreano, afirmou que a legenda funciona como uma guardiã dos direitos do povo brasileiro, principalmente em tempos que o autoritarismo paira. Além disso, Leite defendeu que o partido tenha um represente na chapa majoritária, seja na de governador, seja nas suplências nas vagas para o Senado.
O governador Sebastião (PT) agradeceu o apoio que o PCdoB tem dado ao projeto da FPA. O chefe do Palácio Rio Branco também falou da perseguição que a mídia brasileira e parte do judiciário fazem ao ex-presidente Lula. O petista pediu no final de sua fala que a população reconduza Perpétua Almeida para ao Congresso Nacional, por ser uma grande defensora da democracia brasileira e pelas inúmeras qualidades que tens como represente do Estado em Brasília.
O deputado federal Moisés Diniz foi aclamado presidente estadual pelos próximos dois anos. Caberá ao congressista comandar o destino da legenda no pleito político de 2018. Diniz já esteve á frente do partido por dois mandatos. Segundo ele, sua missão agora “é ajudar a construir uma sigla moderna, influente e mais próxima do povo. E, especialmente, cuidar do PCdoB”.
Renato Rabelo, o palestrante da XV conferência, contextuou toda história política do PCdoB desde a revolução tenentista ainda no final dos anos 20 do século passado até os dias atuais. O líder nacional comunista também defendeu o legado político da gestão do ex-presidente Lula. Para ele, “o país cresceu mais de meio século sob a égide petista, mas como todos aqueles que priorizam a classe menos favorecida da nação brasileira, Lula tornou-se vitima de perseguição, como, por exemplo, Getúlio Vargas”. Rabelo defendeu ainda que a saída para a crise é política, através de votação nas urnas. “Não existe solução para um país, senão por meio da política, não será o judiciário, muitos menos uma nova intervenção militar que solucionará a crise pela qual o Brasil passa”. Por fim, Renato defendeu uma frente ampla juntando toda esquerda brasileira, juntos com aqueles que almejam a saída crise e que, além disso, seja contra a venda do patrimônio brasileiro.

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