25 de outubro de 2017

Temer libera R$ 11 milhões para universidade de relator de sua denúncia

 

Parecer do deputado Bonifácio de Andrada (PSDB-MG) foi pelo arquivamento das acusações feitas contra o presidente. Relatório será votado nesta quarta no plenário da Câmara


O governo Temer liberou R$ 11,4 milhões em empréstimos e financiamentos estudantis até o início de outubro para a Fundação Presidente Antônio Carlos (Fupac), instituição universitária criada pelo deputado federal Bonifácio de Andrada (PSDB-MG), segundo reportagem do jornal O Estado de Minas. O parlamentar, que é presidente e reitor licenciado da entidade, foi o relator da segunda denúncia criminal contra o presidente Michel Temer (PMDB) na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara.

Apresentado na última quarta-feira (18), o parecer de Bonifácio foi pelo arquivamento da denúncia contra o peemedebista e os ministros Eliseu Padilha (Casa Civil) e Moreira Franco (Secretaria-Geral da Presidência), argumentando que o Ministério Público Federal abusa da tipificação de organização criminosa para acusar o presidente. O relatório foi aprovado na comissão e agora será votado em plenário pelos deputado na próxima quarta-feira (25).

De acordo com O Estado de Minas, a maior parte das liberações do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) aconteceram nos meses de junho e julho, quando foram repassados mais de R$ 7 milhões à Fupac. Procurado pela reportagem, o deputado Bonifácio Andrada não atendeu as ligações. A assessoria da Fupac foi procurada, mas também não respondeu.

Segundo a reportagem, os valores recebidos por meio do Fies vem crescendo nos últimos anos. Citando dados do Portal da Transparência e do Sistema Integrado de Administração Financeira do governo, a reportagem revela que, em 2015, a Fupac recebeu R$ 6.573.987,02 em repasses diretos do governo. Em 2016, os repasses pularam para R$ 13.783.156,70 – mais que o dobro em relação ao ano anterior.

A Universidade Presidente Antônio Carlos (Unipac) foi criada pelo deputado em 1963, com duas unidades em Barbacena (MG). Logo depois a instituição se expandiu para outros municípios mineiros e foi criada a Fundação Presidente Antônio Carlos, que administra as faculdades do grupo.

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