21 de novembro de 2017

Mala de dinheiro não é prova contra Temer, diz novo chefe da PF

Fernando Segovia criticou apuração da PGR sobre possível ato de corrupção envolvendo Michel Temer e diretores da JBS

O novo diretor-geral da Polícia Federal, Fernando Segovia, afirmou, em coletiva de imprensa, que a Procuradoria-Geral da República é a melhor indicada para explicar possíveis erros no acordo de colaboração premiada firmado com executivos do grupo J&F, controlador da JBS – entre eles, o empresário Joesley Batista.
– Quem colocou esse deadline que finalizou a investigação foi a PGR, talvez seja ela melhor para explicar porque foi feito aquilo naquele momento e porque o senhor Joesley sabia quando ia acontecer para ganhar milhões no mercado de capitais –  afirmou.
Para o novo diretor-geral, se o acordo tivesse sido conduzido pela Polícia Federal, a investigação deveria ter durado mais tempo. 
Uma única mala talvez não desse toda a materialidade criminosa que a gente necessitaria para resolver se havia ou não crime, quem seriam os partícipes e se haveria ou não corrupção – declarou.
Sobre a existência do crime de corrupção na entrega de mala ao ex-assessor do presidente Michel Temer, Rodrigo Rocha Loures, o novo diretor-geral deu a entender que a investigação foi encerrada precocemente. 
– É um ponto de interrogação que fica no imaginário popular brasileiro e que poderia ter sido resolvido se a investigação tivesse tido mais tempo –  afirmou Segovia. 
– Talvez seria bom que houvesse transparência maior sobre como foi conduzida essa investigação – completou o novo chefe da Polícia Federal.

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