12 de dezembro de 2017

Pai e filho, ambos do PP, são acusados de corrupção e lavagem de dinheiro da Petrobras


Relator no STF vota a favor de tornar réus senador Benedito de Lira e deputado Arthur Lira; julgamento é adiado

O ministro Edson Fachin, relator da Operação Lava Jato no Supremo Tribunal Federal (STF), votou nesta terça-feira (12) para tornar réus o senador Benedito de Lira (PP-AL) e o deputado federal Arthur Lira (PP-AL), pai e filho, por corrupção passiva e lavagem de dinheiro.

Após o voto de Fachin, a Segunda Turma do STF, onde o caso é analisado, adiou o julgamento após pedido de vista do ministro Dias Toffoli, que quer analisar melhor a questão. O caso deve voltar a ser analisado na próxima segunda-feira pela Corte. 

Caso a maioria dos demais ministros da Segunda Turma vote junto com Fachin, os dois parlamentares se tornarão réus na Lava Jato. 

Segundo a denúncia, apresentada em 2015 pelo então procurador-geral da República, Rodrigo Janot, ambos receberam propina de r$ 2,6 milhões em 2010 e 2011 de um esquema de corrupção na Diretoria de Abastecimento da Petrobras. 

“No presente caso, há elementos comprobatórios suficientes para recebimento da denúncia”, afirmou o relator, ministro Edson Fachin. 

O esquema foi delatado por Ricardo Ribeiro Pessoa, empreiteiro da UTC, acusado por corrupção ativa e lavagem de dinheiro. Os parlamentares também foram citados pelo doleiro Alberto Youssef e pelo ex-diretor da estatal Paulo Roberto Costa. 

Os parlamentares teriam sido beneficiados, a partir de 2010, por doações oficiais, valores em espécie e pagamentos por empresas de fachada para as campanhas a deputado e senador. 

Pessoa afirmou que fez repasses para a campanha de Benedito de Lira, que foram posteriormente transferidos pelo senador para a campanha de Arthur Lira. 

Além da condenação criminal, Janot pediu a perda de bens e valores de R$ 2,6 milhões e a reparação dos danos materiais e morais em R$ 5,2 milhões.

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