5 de dezembro de 2017

Pré-candidato em SP, Garcia do DEM quer cobrança em universidades públicas

247 - As universidades estaduais de São Paulo - USP, Unesp e Unicamp - devem cobrar mensalidade dos seus alunos, de acordo com a renda familiar, e as pesquisas realizadas nas três instituições de ensino têm de ser vendidas. Essas são duas das propostas defendidas pelo pré-candidato ao governo de São Paulo Rodrigo Garcia (DEM), secretário estadual de habitação e vice-presidente nacional do partido. Ao divulgar suas pretensões eleitorais ao Valor, Garcia afirma que pretende se mostrar como o candidato "liberal para valer" em 2018. 

Secretário da gestão Geraldo Alckmin (PSDB) desde 2011, o dirigente do DEM afirma que a pulverização da base de apoio do governador nas próximas eleições incentivou a sua pré-candidatura. "Neste momento, existe um espaço de renovação na política paulista e preencho essas características de renovação com experiência. Tive não só apoio, mas o entusiasmo do meu partido para essa candidatura", diz Garcia. 

O governador não tem um nome "natural" para sua sucessão no próximo ano e o secretário é o terceiro integrante do governo a lançar-se para 2018: o vice-governador, Márcio França, é pré-candidato pelo PSB e o secretário de Desenvolvimento Social, Floriano Pesaro, tenta se viabilizar pelo PSDB.

Aos 43 anos, Garcia diz que a Educação deve ser a principal bandeira de sua campanha e afirma que a cobrança pelos serviços públicos é uma "questão de princípio". "Há uma distorção no investimento do ensino público no Brasil. Gasta-se muito no [ensino] superior e pouco no fundamental. Temos que corrigir isso", diz.
Se a pré-candidatura for viabilizada, Garcia deve deixar o governo paulista no início do próximo ano, junto com Alckmin, pré-candidato à Presidência pelo PSDB.

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